domingo, 31 de janeiro de 2010

Doce Melancolia

Eita leveza que ele me dá...
Acordo pensando na nossa próxima conversa, em nossos últimos assuntos, em quanto o adoro.
Penso em como é forte essa doce melancolia que me agrada e me inspira, essa grande tristeza e solidão (que gosto, mas) que some ao olhar suas fotos, ao ler sua mensagem ou rever antigos recados. Não consigo achar uma explicação para tudo isso.
Agora, toca Roberto Carlos, suspiro e reflito sobre o que que ele deve estar pensando no momento. É como se acabasse o barulho de todos ao meu redor. Estou focada. Não consigo parar de sorrir, diminuir esse leve tremor, parar de pensar em suas piadas...
Uma confusão começa ao meu lado, pessoas discutem, mas não presto atenção em suas palavras. Só o que está em minha cabeça é ele, sua voz, seu rosto, mesmo que nunca os tenha visto.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Fora da Lei

Hoje, o que me parecia impossível, aconteceu...
Uma felicidade mórbida. Acordei com uma vontade incontrolável de ver a maldade. Não importava como. Podia ser uma grosseria, alguém sendo humilhado, ou até mesmo espancado. Horrível? Sim, eu sei. Uma pessoa como eu, que sempre foi dócil, educada, calma e adorável, agora com pensamentos quase terroristas.
Para minha sorte, encontrei pesoas com as quais pude compartilhar meu sentimento. E foi me sentindo uma insolente, que dei a ideia de fazer o terror por aí. Mas não queria participar, só queria assistir, admirar do camarote. Por fim, me convenceram e fomos. Nós três de "mãos dadas" tacar fogo mundo afora.
Me preparei psicologicamente, coração acelerado, eu jamais havia agido assim. Um medo gigantesco, misturado com muita adrenalina, ira e um prazer infinito. Durante alguns longos e loucos minutos eu me senti como uma criança fazendo travessuras, como uma digna fora da lei.
Acabamos com algumas pessoas, humilhamos, falamos tudo que pensávamos, claro de modo chulo, bem grosseiro, mas aquilo alimentava minha maldade. Eu queria sentir o gosto da discórdia.
Mas o medo bateu à minha porta, mas bateu tão forte que a derrubou. Não conseguia mais dizer nada, percebi que realmente não era má. A vontade passou, por um instante...até que começamos a falar de política...e meu espírito, vulnerável, se rendeu à maldade.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"Quando a esmola é demais o santo desconfia"

Ditado religioso que levo (mesmo não sendo religiosa) para a minha vida.
Pessoas efusivas. Sorrisos demais, falatórios demais, simpatia demais, confiança demais, felicidade demais. Ser feliz em excesso me incomoda. Não é possível ser 100% feliz, estar sempre de bem com a vida. Essa falsidade descontrolada anda muito fácil de se encontrar.
Elogios, carinhos e afetos em demasia. Não posso acreditar que sejam realmente sinceros. Onde foi parar o bom senso? Onde foi parar a verdade dos atos? Antes me irritava profundamente ir em lojas, fazer compras. Vendedores com sorrisos forçados, tentado ser adoráveis sempre. Mas agora, parece que todos ao meu redor são assim.
O que mudou? As pessoas perceberam que "pelo andar da carruagem" tem que ser falso para ser aceito pela sociedade? Ou o que mudou foi meu olhar sobre as mesmas?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Visão de Mundo

Dizem que nascer é uma dádiva;
Dizem que falar "mamãe" pela primeira vez é a coisa mais linda;
Dizem que aprender a andar é dar um passo rumo ao futuro;
Dizem que ser criança é ser feliz;
Dizem que o primeiro amor é o mais puro e verdadeiro;
Dizem que o primeiro beijo nunca se esquece;
Dizem que na adolescência se vira "rebelde";
Dizem que a faculdade é a melhor época;
Dizem que casar é amadurecer;
Dizem que ter filhos é uma dádiva...
Só esquecem de dizer, que no amor você também sofre,
que quando criança não se entende os problemas mundiais,
que falar, nem sempre é o melhor,
que se pode andar e não chegar em lugar algum,
que a adolescência se resume em dúvidas,
que casar é conviver com os defeitos do outro,
que ter filhos é um gasto e cansaço inestimável,
que o Mundo nunca foi, nem será pacífico,
que a hipocrisia existia
e que por tudo isso, Shakespeare já dizia "Choramos ao nascer, porque chegamos a este imenso cenário de dementes".

domingo, 24 de janeiro de 2010

Desejo

O encontrei. Ele estava caminhando pelas ruas escuras, vindo na minha direção sob a luz do luar. Parou diante de mim. Eu podia sentir sua respiração, admirava seus traços fortes, sua pele morena, me dopava com seu cheiro. Não havíamos trocado nem três palavras quando seus lábios tocaram os meus. Meu coração disparou, minhas pernas amoleceram, não sabia como reagir, não conseguia pensar em nada. Estava entregue àquele homem. Suas mãos acariciavam meu rosto. Mais tarde, em casa, no quarto, na cama, acariciava todo o meu corpo, eu não desejava mais nada além de o ter. O queria todas as noites ao meu lado. 6:30 AM. Toca o despertador. Ainda com sorriso no rosto olho ao meu lado, não havia ninguém. Só existia o desejo de um dia realmente o encontrar.