Acordei, me levantei, peguei meu caderno, fui escrever meu sonho, mas havia sido tão confuso que só consegui repassar duas frases para o papel e algumas palavras que ficaram soltas ao redor, na tentativa de expressar algum sentimento.
No banheiro encostei na porta e sorri, lembrando não sei o que, me olhei no espelho, fixei em meu olhar distante, mordi os lábios e desejei algo que não conheço. Escovei meus dentes lembrando algo que não vivi, liguei o chuveiro e lá, no banho, sentia que a água tirava toda a impureza que não vejo. Mesmo lavada, permaneci um tempo sentindo cada gora d'agua tocando minha pele, meus cabelos, minh'alma.
Me sequei observando meu corpo, vendo minhas imperfeições e... sorrindo. Saí do banheiro, olhei o relógio, estava atrasada. Me troquei rapidamente, peguei minha bolsa e saí. Na rua eu não reparo em ninguém, escutar Belchior e Thiago Pethit 'cantando em meus ouvidos' já aguça meus pensamentos e me transporta ao meu mundo paralelo.
Cheguei ao meu destino, fiz o que devia e 'voltei para a rua'. Quem me leva até meus pensamentos agora é Ana Cañas e Tiê. Vou trabalhar, sorrio no ônibus, todos me olham, mas não consigo desligar esse bem-estar de mim.
Trabalho pensando, até que deu a hora do almoço. Me troco, decido almoçar em casa. Queen e Elvis Costello me fazem lembrar do cansaço físico e mental, mas Cat Power despertou uma saudade que me consumiu. Desço do ônibus, ando por 2 minutos, abro o portão de casa, estou séria, cansada, a Mel lambe minha perna e estranhamente não brigo com ela, mal a olho.
Abro a porta, sem desligar tiro os fones do ouvido, puxo a bolsa do ombro, passo o trinco na porta, encosto na parede, me sento, abaixo a cabeça e choro, sem saber o porquê, sofro pela minha solidão, pela minha tristeza e por temer não dar conta, é tanta responsabilidade... Silêncio. Baixinho escuto 'Cherbourg' que ainda toca no celular como um mantra. Limpo as lágrimas, tiro meus sapatos e minha blusa, o calor me sufoca. Sento em frente à TV ainda desligada. Respiro fundo, fecho meus olhos, encosto minha cabeça, conto até 10, levanto. Tiro minha calça, prendo meus cabelos, ligo o computador e vou me trocar.
Mais um dia que não vou almoçar, mais um dia que o choro repentino resolveu me tomar, mais um dia que sonho em de noite o encontrar.
No banheiro encostei na porta e sorri, lembrando não sei o que, me olhei no espelho, fixei em meu olhar distante, mordi os lábios e desejei algo que não conheço. Escovei meus dentes lembrando algo que não vivi, liguei o chuveiro e lá, no banho, sentia que a água tirava toda a impureza que não vejo. Mesmo lavada, permaneci um tempo sentindo cada gora d'agua tocando minha pele, meus cabelos, minh'alma.
Me sequei observando meu corpo, vendo minhas imperfeições e... sorrindo. Saí do banheiro, olhei o relógio, estava atrasada. Me troquei rapidamente, peguei minha bolsa e saí. Na rua eu não reparo em ninguém, escutar Belchior e Thiago Pethit 'cantando em meus ouvidos' já aguça meus pensamentos e me transporta ao meu mundo paralelo.
Cheguei ao meu destino, fiz o que devia e 'voltei para a rua'. Quem me leva até meus pensamentos agora é Ana Cañas e Tiê. Vou trabalhar, sorrio no ônibus, todos me olham, mas não consigo desligar esse bem-estar de mim.
Trabalho pensando, até que deu a hora do almoço. Me troco, decido almoçar em casa. Queen e Elvis Costello me fazem lembrar do cansaço físico e mental, mas Cat Power despertou uma saudade que me consumiu. Desço do ônibus, ando por 2 minutos, abro o portão de casa, estou séria, cansada, a Mel lambe minha perna e estranhamente não brigo com ela, mal a olho.
Abro a porta, sem desligar tiro os fones do ouvido, puxo a bolsa do ombro, passo o trinco na porta, encosto na parede, me sento, abaixo a cabeça e choro, sem saber o porquê, sofro pela minha solidão, pela minha tristeza e por temer não dar conta, é tanta responsabilidade... Silêncio. Baixinho escuto 'Cherbourg' que ainda toca no celular como um mantra. Limpo as lágrimas, tiro meus sapatos e minha blusa, o calor me sufoca. Sento em frente à TV ainda desligada. Respiro fundo, fecho meus olhos, encosto minha cabeça, conto até 10, levanto. Tiro minha calça, prendo meus cabelos, ligo o computador e vou me trocar.
Mais um dia que não vou almoçar, mais um dia que o choro repentino resolveu me tomar, mais um dia que sonho em de noite o encontrar.
"me sento, abaixo a cabeça e choro, sem saber o porquê, sofro pela minha solidão" esta parte refleto o mesmo sentimento que tenho, gostei do texto.
ResponderExcluirLindo dia, apesar de tudo, apesar do cansaço e do choro. Dera eu um dia descrever meu dia com tantos detalhes... Mas tenho bons mestres.
ResponderExcluirBoas palavras.
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